O Gea.

Fórum Social, "diversidade" e novos totalitarismos (I).

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Um "mundo novo", construído sobre uma "diversidade" que faça da relativização de toda uma verdade um valor absoluto, que espaço deixará para os que discordam dessa visão tão diametralmente contrária aos princípios da civilização cristã?

No 3º Fórum Social Mundial (FSM) ficou "sem conclusão" o debate sobre as "alternativas" mais adequadas para alcançar o "mundo novo" socialista: se deve prevalecer o "reformismo" dos moderados, ou a "revolução" dos radicais. É o que constatou de Porto Alegre a influente agência Adista, da esquerda católica italiana.

Essa peleja entre os moderados e radicais teve um papel decisivo no desenvolvimento dos movimentos contestatários do século XX e agora prolonga-se século XXI adentro, inclusive entre os radicais, que discordam sobre os métodos mais eficazes para chegar à meta comum vislumbrada por Marx e Engels: uma sociedade socialista, auto-gestionária, anárquica e igualitária, na qual o Estado deveria desaparecer.

Para uns, que continuam aferrados a critérios clássicos marxistas-leninistas, é indispensável estabelecer a "hegemonia" de uma "vanguarda" forte, capaz de conduzir a revolução e de evitar um estéril "democratismo", com debates intermináveis. É a posição defendida em Porto Alegre, em termos gerais, por líderes do Movimento dos Sem Terra (MST) e por setores mais radicais do governante partido dos Trabalhadores (PT), do Brasil; por membros da delegação de Cuba comunista; pelos "chavistas"; e por figuras influentes do conselho internacional do FSM, como o sociólogo brasileiro Emir Sader. Este reconhece que o "objetivo utópico" é o proposto pelo líder zapatista comandante Marcos: "um mundo onde caibam todos os mundos"; porém que na prática resulta indispensável a "disputa pela hegemonia" para evitar a "fragmentação" em "múltiplas pequenas soluções", o que poderia tornar estéreis os esforços revolucionários.

Para outros, mais afins com a "teologia da libertação" e com correntes anarco-libertárias – que ano após ano vem crescendo em influência no seio do FSM – o caminho adequado é incentivar tanto quanto possível a chamada "diversidade", para que desta, de maneira supostamente expontânea, surjam as soluções. Candido Grzyboswski, do comitê organizador do FSM e diretor do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (IBASE), argumenta que "o mundo não é idêntico" e que por isso as "propostas" deveriam levar em conta a "diversidade humana" em vez de dizer "que tem que ser assim ou assado, de dar as soluções prontas".

Aparentemente, nada mais democrático.





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